domingo, 10 de novembro de 2013

Ter de ser



Assim foi. Teve que ser. O bom fundido num mais que bom que depressa se foi, perdi-te!
Momento intenso e que vai durar a passar. Que vai agora ser consumido aos pouquinhos para que dure até voltar a ter-te de novo pertinho de mim. Foram poucos os  dias mas valiosos, bem mais que se fossem muitos mais do que aqueles que pudéssemos ter tido. Mas ainda permanecem. Ficaram tipo eco ao fundo de uma gruta quando gritas, sabes? Perduram e resistem e em vez de se apagarem com o tempo tendem a intensificar e a ficar o desejo por mais e mais. Sabes, eu bem sei que o destino não passa pelas nossas mãos, o que te tiver de ser será, há sins que custam a dizer, há nãos que não saem, há sins que tem de ser e o que virá, virá. Entendemos ao menos que o amanhã é sempre longe demais e o melhor ficará sempre num passado sempre presente.
 
 

sábado, 26 de outubro de 2013

Frágil


 

Bem delicada e quase  que intocável é assim me sinto hoje, não fales, não toques, não digas nada! Não o faças para que não corras o risco de quebrar este vidro fino que me envolve e protege.
Aqui dentro estão as minhas fragilidades que precisam de ser protegidas, deixa o vidro ficar mais resistente com o tempo, deixa que o frio e o calor e estas constantes mudanças de temperatura de forma gradual o tornem mais forte e aí sim ser capaz de resistir a qualquer coisa que me possas dizer, a qualquer toque e a qualquer palavra…hoje…hoje poderá ser arriscado demais  faze-lo!

Apenas porque hoje, mais do que nunca, sinto-me frágil! Demasiado frágil.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Até Amanhã!

Talvez o sol vá nascer amanhã de forma cintilante, como se hoje não tivesse chovido e tudo volte a florir como se não tivesse havido tempestade esta noite. Mas agora deita-te e dorme, deixa que tudo seja o que tiver de ser porque o tempo ditará a sua sentença e só ele o pode fazer, tu sabes bem disso. Deixa que os ventos tragam o que precisares e levem o que já não fizer falta. Deixa a tempestade varrer tudo, segura-te apenas!
Agarra a mão que tens estendida, fecha os olhos e confia no amanhã que te espera.
Deixa-te ficar neste abrigo e quando menos esperares o dia chegará, bem leve e sereno tal como a brisa que te beija em silêncio pela manhã e deixa-te embalar apenas pelo meu cheiro no teu, apenas para que te sintas mais confiante, apenas que tenhas a certeza que desde sempre e até sempre estarei contigo, apesar da tempestade!
E amanhã estarei como se o tempo tivesse corrido em modo ultra rápido, em que ficas confuso de tal rapidez que se reflete quase que num abrir e fechar de olhos e que te transporta no tempo e no espaço.
Estarei, estarás...estaremos, amanhã!

 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

terça-feira, 1 de outubro de 2013

"Enquanto houver céu vemo-nos em qualquer lado"


Hoje será sempre dia de parar e afastar as nuvens para ver melhor a estrelinha que brilha lá no alto. .

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Tu sabes bem o risco que corres!


Estava uma tarde agradável de final de verão daquelas de cheiros únicos e paisagens indescritíveis e bem tímidos, de sorriso nos lábios e mãos dadas  Pedro e Inês passeavam sobre a ponte, aquela mesma que tinha o nome deles “Pedro e Inês”, na linda cidade dos estudantes e de olhar fixo no correr da água, deixaram-se ficar pela simplicidade de um abraço  recordando a tarde que passaram juntos na incerteza que aquele momento algum dia se pudesse repetir, quiseram apenas dar valor ao carpe diem não tocando na palavra adeus nem tampouco em despedida.
  - “Foi pouco o tempo”, disse Inês entristecida por nada poder fazer sobre a impotência do tempo, para fazer prolongar tão bons momentos sobre a companhia de Pedro.
- “Sim Inês, mas foi-o de facto muito bom e se tu o quiseres, o tempo, esse tempo que julgas imenso, o tal que temos pela frente, vai correr como esta àgua que passa neste rio e nós voltaremos cá e neste mesmo sítio voltarei a esperar-te. Tal e qual como hoje e voltarei com o calor, o mesmo que me viu partir e  ao invés de um “até já” dar-te-ei um beijo e levar-te-ei comigo até um tempo e lugar que se chama sempre”, sussurrou-lhe Pedro como que uma proposta.
    Mas tu bem sabes, Inês, o risco que corres ao dares a mão ao Pedro, não sabes?
 
O tempo vai fazer correr forte a corrente do rio, por vezes, bastante forte e no inverno que se aproxima  podes não conseguir segura-la…és frágil e o final de Pedro e Inês é trágico, lembraste da história não lembras? Ou poderá ela agora  ser diferente?  

sábado, 21 de setembro de 2013

Now

" O Tempo não pára! Só as saudades é que  fazem as coisas pararem no Tempo…"
(Mário Quintana )