sábado, 26 de outubro de 2013

Frágil


 

Bem delicada e quase  que intocável é assim me sinto hoje, não fales, não toques, não digas nada! Não o faças para que não corras o risco de quebrar este vidro fino que me envolve e protege.
Aqui dentro estão as minhas fragilidades que precisam de ser protegidas, deixa o vidro ficar mais resistente com o tempo, deixa que o frio e o calor e estas constantes mudanças de temperatura de forma gradual o tornem mais forte e aí sim ser capaz de resistir a qualquer coisa que me possas dizer, a qualquer toque e a qualquer palavra…hoje…hoje poderá ser arriscado demais  faze-lo!

Apenas porque hoje, mais do que nunca, sinto-me frágil! Demasiado frágil.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Até Amanhã!

Talvez o sol vá nascer amanhã de forma cintilante, como se hoje não tivesse chovido e tudo volte a florir como se não tivesse havido tempestade esta noite. Mas agora deita-te e dorme, deixa que tudo seja o que tiver de ser porque o tempo ditará a sua sentença e só ele o pode fazer, tu sabes bem disso. Deixa que os ventos tragam o que precisares e levem o que já não fizer falta. Deixa a tempestade varrer tudo, segura-te apenas!
Agarra a mão que tens estendida, fecha os olhos e confia no amanhã que te espera.
Deixa-te ficar neste abrigo e quando menos esperares o dia chegará, bem leve e sereno tal como a brisa que te beija em silêncio pela manhã e deixa-te embalar apenas pelo meu cheiro no teu, apenas para que te sintas mais confiante, apenas que tenhas a certeza que desde sempre e até sempre estarei contigo, apesar da tempestade!
E amanhã estarei como se o tempo tivesse corrido em modo ultra rápido, em que ficas confuso de tal rapidez que se reflete quase que num abrir e fechar de olhos e que te transporta no tempo e no espaço.
Estarei, estarás...estaremos, amanhã!

 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

terça-feira, 1 de outubro de 2013

"Enquanto houver céu vemo-nos em qualquer lado"


Hoje será sempre dia de parar e afastar as nuvens para ver melhor a estrelinha que brilha lá no alto. .

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Tu sabes bem o risco que corres!


Estava uma tarde agradável de final de verão daquelas de cheiros únicos e paisagens indescritíveis e bem tímidos, de sorriso nos lábios e mãos dadas  Pedro e Inês passeavam sobre a ponte, aquela mesma que tinha o nome deles “Pedro e Inês”, na linda cidade dos estudantes e de olhar fixo no correr da água, deixaram-se ficar pela simplicidade de um abraço  recordando a tarde que passaram juntos na incerteza que aquele momento algum dia se pudesse repetir, quiseram apenas dar valor ao carpe diem não tocando na palavra adeus nem tampouco em despedida.
  - “Foi pouco o tempo”, disse Inês entristecida por nada poder fazer sobre a impotência do tempo, para fazer prolongar tão bons momentos sobre a companhia de Pedro.
- “Sim Inês, mas foi-o de facto muito bom e se tu o quiseres, o tempo, esse tempo que julgas imenso, o tal que temos pela frente, vai correr como esta àgua que passa neste rio e nós voltaremos cá e neste mesmo sítio voltarei a esperar-te. Tal e qual como hoje e voltarei com o calor, o mesmo que me viu partir e  ao invés de um “até já” dar-te-ei um beijo e levar-te-ei comigo até um tempo e lugar que se chama sempre”, sussurrou-lhe Pedro como que uma proposta.
    Mas tu bem sabes, Inês, o risco que corres ao dares a mão ao Pedro, não sabes?
 
O tempo vai fazer correr forte a corrente do rio, por vezes, bastante forte e no inverno que se aproxima  podes não conseguir segura-la…és frágil e o final de Pedro e Inês é trágico, lembraste da história não lembras? Ou poderá ela agora  ser diferente?  

sábado, 21 de setembro de 2013

Now

" O Tempo não pára! Só as saudades é que  fazem as coisas pararem no Tempo…"
(Mário Quintana )

segunda-feira, 3 de junho de 2013

PaRa Ti Mãe


Está Sol.

Um dia quente e bonito como tu esperavas. Quase que parece as tuas boas vindas já reparaste? As tais que gostava de te ter dado e não sabes bem porquê mas sabes que foi a minha escolha e estou bem, respeitaste-me e sinto-me feliz por isso. Acho que no fundo nunca soube muito bem como te receber e muito menos como te ver partir. Porque no fundo nunca quis ter de pensar nem numa, nem noutra.

Sabes mãe há muito que precisava deste tempo e ainda não tinha tido coragem de o ter feito, como aquele tempo que também nós gostaríamos de ter tido quando reparámos nestes anos que passaram. Como eu cantava vezes sem conta e gostava que música se tornasse realidade, a tal do "oh tempo volta para trás" e não tivesse nunca de ter que te dizer adeus num choro escondido para me mostrar forte e crescida.

Quantas vezes me faltou a coragem para te dizer o quanto te admiro por teres ido para longe para me dares o melhor, o te ter dito o quanto gosto de ti e sinto a tua falta. O quanto gostava de ter breves momentos da tua atenção e do teu carinho. Quantas foram as vezes que a vontade era de te abraçar bem forte e pedir-te por tudo que não me deixasses, que não queria bonecas bonitas como o pai me dava daquelas que falavam e dançavam, de cabelos loiros e vestidos lindos, nem prendas surpreendentes, nem chocolates fantásticos. Preferia eu não ter conhecido a neve que muitos se deliciam, a ter que trocar todos estes anos.

Mas o tempo passou e contra isso não há nada  a fazer.Agradeço-te e reconheço que apesar do tempo e das circunstâncias permanece o importante que é o nosso o amor incondicional e a ele dou e darei o maior valor sempre e para sempre.

Obrigada.