terça-feira, 1 de maio de 2018

Faz tempo

Faz tempo que não escrevo. Que não navego na minha imaginação e não me perco no meu eu.
Foram pelos menos uns três anos que não parei o tempo para um bom momento. Que não parei para mim, para ti, para nós.
O computador portátil, onde confessei algumas das minhas habilidades criativas da escrita das quais muitas vezes envolvidas de sentimentos, saudades inquietantes das paixões que me fizeram ferver o sangue  e de muitas outras saudades do que foi ou do que gostaria que tivesse sido, fechou-se e esteve desligado.
Fechei-o quando decidi partir de malas e bagagem.
Levei-o comigo como que um tesouro fechado a sete chaves mas poucas foram as vezes que ousei tocar-lhe.
Limpei-lhe, várias vezes, o pó que ganhava por estar parado e achava que já nao tinha mais em mim a capacidade de lhe confessar o que quer que fosse. O tempo levou-me a coragem e a acreditação de ser capaz de escrever o que quer que fosse nas teclas brancas que outrora se deslizavam quase que automaticas todas as vezes que o ligava.
Esse mesmo tempo passou à velocidade da luz, de forma tão rápida que deixou-me escapar muita coisa por entre os dedos: animais, pessoas, lugares, oportunidades, vivencias...Até que, quando  me apercebi, pressionei com força uns contra os outros antes que o meu próprio eu se fosse também na corrente.
Tentei passar sem a escrita mas não fui eu.
Hoje, depois de várias tentativas, consegui recuperar a coragem de voltar a escrever. De voltar a ser eu e olhar pelo espelho retrovisor de tudo o que ficou lá trás.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Desacelera!


Palpita-me o coração de forma acelerada! Salta fora do peito e vai como quem já não tem mais tempo a perder. Segue com uma pressa que ninguém o apanha. Vai atras de ti!  Vai como se não houvesse amanhã e leva entre mãos uma mensagem que te faz falta. Conduz, ainda, com o pé no acelerador da uma pergunta que precisa da tua resposta para abrandar. Neste andamento louco, pára e responde! Abranda este ritmo que precisa apenas de uma resposta para voltar ao batimento normal. Precisa apenas da tua resposta!
 Neste caminho esperamos,ambos, que mais uma vez os nossos olhares se cruzem. Entre meias palavras e conclusões inteiras, o palpitar dos nossos corações parece ajustar-se numa melodia perfeita para os nossos ouvidos. E sim tenho a resposta. "É como se estivessemos a espera um do outro”.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Trago-te em mim!


Trago um murmurinho em mim. Bem lá no fundo ele faz-se ouvir. Grita a vontade de estar contigo, hoje, amanhã e todo sempre. Gosto de ti sabias?Assim tal como tu és, com o teu sorriso terno, o teu olhar ora discreto, ora indiscreto mas sempre atento. Gosto das tuas mãos, ou melhor, gosto de as sentir nas minhas e ainda mais quando me abraças. No fundo todo este murmurinho que trago é traduzido nas batidas do coração a cada segundo, na arritmia que provocas em mim longe e perto. No fundo trago mais que um murmurinho, trago-te a ti!

S.B
 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Tens magia!

Solta-se um sorriso ao ler-te. Sabias que tens esse poder? Tens em ti a magia de me fazer sorrir. Deslizamos sentimentos e não palavras, por isso, os escritos se tornam tão especiais. Aproxima-te mais um pouco deixa a escrita de lado, deixa-me olhar-te bem nos olhos para que os possa ler também, para que possamos estar em sintonia. E não é que sempre o estivemos? Quero e não sabes, peço e não me ouves e mesmo assim tenho respostas tuas. Despidas de tudo em nada, tudo porque tens magia e não sabes!Agora ouço a música, a tal, só mais uma vez para acabar com mais um sorriso.

S.B.
 

quarta-feira, 21 de maio de 2014


 

Hoje o despertador tocou de maneira diferente o toque já não é ao som da canção do engate, nem tampouco a dos Rádio Macau, amanhã é sempre longe demais. A música era uma mensagem tua anunciar a tua chegada.

Chegaste mesmo?

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Stop now.


Senta-te e lê-me! Gosto de escrever, ou melhor, a ti, em particular a ti, que me sabes ler.

Agora senta-te e observa com atenção as palavras que faço deslizar porque apenas as vou escrever uma só vez. Basta apenas uma vez para que saibas a intensidade do que te quero dizer, ou no fundo do que quero que saibas que eu sinto, isto porque faço deslizar sentimentos e não palavras. Consegues percebe-los? Escrevo-te nas entrelinhas e ouço Maria Gadú. Relembro o abraço terno que fizemos acontecer num estalar de dedos com uma vontade mútua e fico nele. Resguardada de tudo e todos. Canto ao som da música "tudo diferente" ou  "quase sem querer"  e perco-me numas outras tantas  sorrindo pelo bom que foi  despirmo-nos um para o outro sem repararmos e assim nos deixamos ficar tempo sem fim. Acontece nos encontrar sempre que nos procuramos e hoje foi bom. "Será melhor ainda", assim fica a tua promessa da próxima procura.

Estaremos mais perto, ainda que longe mas estaremos sempre porque desde sempre assim foi .

 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Inês resiste e conta o tempo!

Mas tu bem sabes, Inês, o risco que corres ao dar a mão ao Pedro, não sabes?
 
Inês sabia bem o risco que corria ao dar a mão a Pedro e o difícil inverno que teria pela frente. O risco de largá-la, devido às tempestades que iria  passar, seria grande mas decidiu arriscar. Ela não era só a pequena jovem que acreditava nos sonhos, mas também sabia que algo de bom poderia ser possível ao fim deste inverno que foi mais denso que os outros invernos e agora está quase no fim. Este foi apenas aquele em que Inês quis resistir, não por teimosia mas porque o ritmo do coração assim o quis.
O sol já espreita por entre as nuvens, já anuncia a chegada de Pedro. Ela sorri a cada raio que rasga pela sua janela e orgulha-se do quão forte foi ao resistir às tempestades deste inverno.
Reviram-se noites a pensar no reencontro, gritam-se saudades em palavras escritas que tentam alimentar o sentimento que os une, tentam encurtar a distancia e que fazem tornar a chegada mais esperada que qualquer outra coisa.
Pedro manda-lhe um bilhete lá de longe e pede-lhe que não lhe deixe de escrever, que gosta de a ler mesmo quando ela fala teima em falar apenas nas entrelinhas. E não saberia ele, melhor que ninguém, ler estas entrelinhas?
- Dou-te um carinho mesmo que em fantasia Pedro para que o sintas como se estivesse aí contigo, quando precisas do meu toque e eu do teu.
O “beautiful day” http://www.youtube.com/watch?v=co6WMzDOh1o&feature=kp  está para breve e o tempo vai deixar de ser tão farrusco pois os tempos mudaram e Pedro não volta de cavalo tal como esperado mas sim num avião!
És frágil Inês mas não será só de aparência?  Começam ambos em contagem decrescente para que o sol volte aquecer os dias de Inês, tal e qual antes de Pedro ter partido!