segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Tu sabes bem o risco que corres!


Estava uma tarde agradável de final de verão daquelas de cheiros únicos e paisagens indescritíveis e bem tímidos, de sorriso nos lábios e mãos dadas  Pedro e Inês passeavam sobre a ponte, aquela mesma que tinha o nome deles “Pedro e Inês”, na linda cidade dos estudantes e de olhar fixo no correr da água, deixaram-se ficar pela simplicidade de um abraço  recordando a tarde que passaram juntos na incerteza que aquele momento algum dia se pudesse repetir, quiseram apenas dar valor ao carpe diem não tocando na palavra adeus nem tampouco em despedida.
  - “Foi pouco o tempo”, disse Inês entristecida por nada poder fazer sobre a impotência do tempo, para fazer prolongar tão bons momentos sobre a companhia de Pedro.
- “Sim Inês, mas foi-o de facto muito bom e se tu o quiseres, o tempo, esse tempo que julgas imenso, o tal que temos pela frente, vai correr como esta àgua que passa neste rio e nós voltaremos cá e neste mesmo sítio voltarei a esperar-te. Tal e qual como hoje e voltarei com o calor, o mesmo que me viu partir e  ao invés de um “até já” dar-te-ei um beijo e levar-te-ei comigo até um tempo e lugar que se chama sempre”, sussurrou-lhe Pedro como que uma proposta.
    Mas tu bem sabes, Inês, o risco que corres ao dares a mão ao Pedro, não sabes?
 
O tempo vai fazer correr forte a corrente do rio, por vezes, bastante forte e no inverno que se aproxima  podes não conseguir segura-la…és frágil e o final de Pedro e Inês é trágico, lembraste da história não lembras? Ou poderá ela agora  ser diferente?  

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Now

" O Tempo não pára! Só as saudades é que  fazem as coisas pararem no Tempo…"
(Mário Quintana )